2004
Um espectáculo em crise de identidade:
O espectáculo reinventa-se através da reconfiguração dos seus elementos. O espectáculo fala de si próprio, da sua evidência, da sua matéria, e nesse processo acaba por reflectir uma determinada visão do contexto que o produz. O espectáculo lida com o espectacular, questionando o seu consumo. O espectáculo vive no desequilíbrio, cada momento distorce, reforça ou contradiz aquilo que foi visto anteriormente. O espectáculo é a iminência do espectáculo. Construção precária, colisão de itinerários, contexto em mutação acelerada, reconfiguração do mundo que cria zonas de estranhamento. O espectáculo é um modelo de produção onde não há começos, mas inaugurações. Aquilo que o espectáculo cria é o adiamento da sua própria morte enquanto espectáculo. O espectáculo realiza-se no momento em que desaparece.
