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Contentor

Contentor

Eu uso o meu trabalho para tentar examinar as coisas à minha volta, dos aspectos ordinários da vida quotidiana a especificidades do uso da linguagem ou de formas de representação, especialmente a auto-representação no contexto social e teatral. Os dispositivos escolhidos para apresentar ou expor cada trabalho actuam como parte integrante das peças e como instrumentos para interrogar o seu conteúdo.

No meu trabalho performativo, interessa-me criar situações que possam sublinhar a vulnerabilidade da exposição face ao olhar do outro, procurando intensificar a consciência de pequenos detalhes que possam interrogar as aparências, questionando o poder das imagens e das suas interpretações.

Interessa-me evocar, através das minhas intervenções, experiências ligadas à estranheza, à frustração, à alienação, ao deslumbramento, à perda de referências e à ruptura entre a noção de interioridade e de exterioridade.

Os ruídos na comunicação, o uso de tecnologias obsoletas e rudimentares, os comportamentos humanos extremos, a observação do observador, o constrangimento face à morte, o caos, a prática do esforço inútil e o humor melancólico são alguns elementos recorrentes que atravessam os meu trabalhos, manifestando algumas das minhas maiores obsessões.